Sou mais uma Maria que sofreu violência doméstica. E pelo que sei com minha vivência (família, amigas, colegas, vizinhas e rua) se você, Maria, não sofreu violência doméstica, ainda vai sofrer. Isso digo com dor, pesar e raiva! Precisamos falar de codepedência emocional. Historiamente devido a fator do capital muitos homens abortam seus filhos e suas filhas. Já sabemos que a culpa recai sobre a Maria que, às vezes, conclui esse o aborto com o procedimento médico. Senão, a Maria é mais uma mãe solteira, carregando o papel de uma mãe e de um pai ao mesmo tempo. Eu sou uma Maria, que segundo o sistema tive sorte, minha mãe não era solteira, ela tinha um companheiro. Um companheiro, um que a violentou tempo necessário para que o único exemplo que eu tivesse fosse um homem destratava uma mulher. Ambas essas situações: a AUSÊNCIA do pai ou PRESENÇA do pai violento nos torna Marias dependentes. A codependência emocional vai repercutir de maneira a não sabermos lidar com as situações de man...
Meu pai meu amor é uma obra inspirada no destino froidiano de muitas jovens. Jovens e adolescentes que assistiram seus pais e seus irmãos mal tratando e humilhando suas esposas, mães, madrastas, irmãs e companheiras. Moças dependentes. E dependentes do que quer que seja, menos do verdadeiro carinho e do cuidado. Dependentes do amor excessivo. Bombardeadas psicologicamente e fisicamente. Moças sempre ameaçadas. Às vezes ameaçadas de morte. Ou ameaçadas a serem deixadas. Sim, amedrontadas pelo pior pesadelo da mulher que ama demais: terminar sozinha e esquecida pelo amor de sua vida. Vida que certamente foi corrompida pelo amor medíocre do seu pai e amante, que não precisaram ao menos se esforçarem no amor, afinal já recebiam em excesso o amor. E além da história da família, o mercado do amor romântico. Um prato cheio para qualquer garota se...